E-commerce para iniciantes: tudo o que você precisa saber

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E-commerce para iniciantes

Hoje em dia, ter uma operação de e-commerce é uma necessidade para as grandes marcas e varejistas que vendem qualquer produto ou serviço. A digitalização de outros serviços nas últimas décadas, o crescente acesso à tecnologia e eventos como a pandemia de COVID-19 aceleraram as vendas online em quase todas as categorias de varejo, segundo as pesquisas.

Neste artigo, apresentaremos uma visão panorâmica do e-commerce, mostrando os principais destaques, desde o início desse modelo de negócio até sua evolução nos últimos anos com as tendências recentes.

Fundamentos do E-commerce

O que pode ser considerado e-commerce?

Se analisarmos a palavra em si, e-commerce significa “comércio eletrônico”, que basicamente consiste em comprar ou vender algo online. Pode se referir também ao canal de vendas de qualquer empresa que comercializa online, desde o uso de um aplicativo para fazer um pedido até o pagamento online, tudo conta como e-commerce.

De fato, essa é uma definição abrangente, que abre espaço para que vários modelos diferentes, e seu crescimento se torne a forma definitiva de fazer transações. 

A evolução do e-commerce

O mercado das vendas online evoluiu de forma extraordinária em diferentes verticais: estatísticas gerais, modelos de negócio e tecnologia.

Diversas empresas passaram pelo processo de se digitalizar a fim de satisfazer as necessidades dos clientes e permanecer competitivas. Este fenômeno não se aplicou a um setor específico, como da moda aos supermercados, mas sim, todas as áreas foram impactadas.

Em termos de modelos de negócio e tecnologia, existem hoje muitas novas experiências e formas de operar ou comprar. Confira algumas delas a seguir.

O modelo de marketplace

Com o tempo, tornou-se cada vez mais fácil vender ou criar um marketplace online.
Há muitas vantagens para o seller e as empresas que optam por vender em um marketplace ou ter sellers terceirizados operando em suas instalações digitais, como adicionar mais um canal de vendas e aumentar a seleção de produtos. 

E-commerce omnichannel

Para acompanhar as preferências dos consumidores, foi criada uma experiência de compra totalmente conectada, que permitiu fazer pedidos de qualquer lugar, escolher retirá-los ou recebê-los em casa e até mesmo facilitar trocas e devoluções.

O e-commerce inicialmente foi um negócio em si, mas as estatísticas e as mudanças nos últimos anos preveem que o omnichannel será o futuro.  

Modelos de negócios de e-commerce

Uma loja de e-commerce pode operar em diferentes modelos de negócios. Podemos defini-los a partir das seguintes perspectivas: quem está vendendo para quem, como está vendendo e onde está vendendo.

Quando se trata de quem vende para quem, os modelos são os mesmos de qualquer outra operação comercial:

  • B2C: Business to Consumer – Refere-se basicamente a empresas que vendem produtos ou serviços para o cliente final. Esse é o mesmo modelo das lojas tradicionais de shopping centers, por exemplo.
  • B2B: Business to Business – Empresas que estão vendendo produtos ou serviços para outras empresas operam neste modelo. É o modo como as empresas automotivas funcionam no Brasil: vendendo exclusivamente a distribuidores, que depois venderão ao consumidor final.
  • C2C: Consumer to Consumer – Um exemplo desse modelo pode ser visto nos sites como eBay ou Etsy, em que as pessoas podem vender produtos usados ou artesanais para outras pessoas.
  • C2B: Consumer to Business – Imagine um freelancer vendendo seu trabalho para empresas pela Internet. É exatamente isso.

Por outro lado, analisando como o produto ou serviço é vendido, independentemente do modelo de negócio, consideramos as seguintes abordagens: 

  • DTC: são as siglas de “Direct to Consumer” e refere-se a empresas que não têm intermediários para fazer com que seus produtos ou serviços cheguem ao cliente final. Elas vendem diretamente aos clientes finais. 
  • Produtos white label: aplica-se a empresas que vendem apenas produtos de distribuidores; elas não têm um produto exclusivo próprio, apenas aplicam a ele sua marca e etiqueta.
  • Dropshipping: é um método de fulfillment de pedidos que utiliza um seller terceirizado como agente de envio, de modo que a loja que vendeu o produto não precise mantê-lo em seu estoque. Neste modelo, a loja é responsável apenas pela venda do produto; a embalagem, a entrega last-mile e toda a logística envolvida são de responsabilidade do seller.
  • Venda por atacado: inclui empresas que vendem produtos (não aplicável a serviços, neste caso) em grandes quantidades por um preço menor, em vez de vender por unidade. Embora seja mais comum em empresas B2B, há muitas empresas B2C que optam por essa opção.
  • Varejo por assinatura: como as empresas e os jornais vêm fazendo há muito tempo, outras empresas começaram a vender seus produtos e serviços em planos de assinatura, como no caso, os supermercados, que identificaram essa oportunidade nos últimos anos. 

O futuro do e-commerce: o que esperar?

O futuro guarda muitas surpresas, e embora haja divergência de opiniões sobre como ele será — alguns dizem que o futuro será exclusivamente online, outros acreditam nas lojas físicas —, há um consenso de que a experiência do cliente será mais importante do que nunca, assim como a personalização e os canais integrados. Veja algumas das tendências que acreditamos que não só serão criadas, mas que também continuarão crescendo nos próximos anos.

Live shopping

Imagine combinar a experiência das lojas físicas e o atendimento ao cliente com as compras online. É disso que se trata o Live shopping: conectar uma transmissão online ao vivo a uma loja digital, possibilitando que os participantes comprem produtos apresentados ao vivo, ou até falem com algum vendedor disponível para solucionar quaisquer dúvidas, e até mesmo, ajudar a encontrar o melhor produto. Essa tendência veio para ficar!

Social selling

Mais de 50% dos americanos passam a maior parte do dia em dispositivos móveis, aponta um estudo do Statista. Durante a pandemia de COVID-19, o uso das mídias sociais cresceu 21%, indicando que cada vez mais os usuários estão passando mais tempo em plataformas de Redes Sociais. As empresas encontraram uma maneira de aproveitar esses números para vender produtos através das mídias sociais.
Isto é o que chamamos de social selling, um modelo de e-commerce em crescimento.

Conversational commerce

conversational commerce refere-se à comunicação em tempo real entre marcas e clientes em aplicativos de mensagens com o objetivo de vender ou comprar. Do lado da marca, é possível utilizar chatbots, inteligência artificial ou pessoas reais, tudo com o objetivo de realizar uma venda e, por que não, oferecer uma experiência mais precisa e personalizada ao cliente.

Além das tendências mencionadas acima, não há dúvidas de que o e-commerce tornou-se parte fundamental do processo de compra, com uma participação de 13% no total de vendas de varejo nos EUA e uma receita trimestral que ultrapassou os US$ 222 bilhões em 2021.

A digitalização é o caminho!
Nós da Imediata te ajudamos a aumentar suas vendas, acompanhe nossas dicas.

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